terça-feira, 25 de abril de 2017

Perdão

Dizem, alguns, que o sofrimento é uma das consequências do amor. Já outros dizem que isso é um absurdo, pois onde habita amor verdadeiro não há dor. Eu me encaixo no primeiro grupo.
Seja em família, entre amigos ou em um romance, nós, seres humanos, cometemos frequente e inconscientemente o erro de depositar um grande peso nos ombros daqueles que amamos. Esperamos que o outro seja motivo das nossas alegrias, remédio para as nossas tristezas e a resolução dos nossos problemas. Esperamos que compartilhem das nossas alegrias com a mesma empolgação que a nossa. Esperamos ser tratados com o mesmo valor que tratamos mas, muitas vezes, as ações do outro - ou a falta delas - nos machuca, nos magoa. Tudo isso porque esperamos muito de alguém que, como você e como eu, é cheio de defeitos, de sentimentos, de momentos, de luas.
Pode ser que a pessoa amada tropece, vez ou outra, em suas palavras ou em seus atos, o que nos deixa sensibilizados. Pode ser e será, um dia. Mais uma vez esperamos. Esperamos ouvir um pedido de perdão que, às vezes, não vem.
O perdão é um curativo, um anestésico. Faz um bem danado para a alma de quem pede e de que perdoa. Mostra que você se importa, que você percebeu o seu erro e que sua intenção não era causar mágoa. Mostra que você se arrependeu, assumiu e quer consertar aquele ato falho.
Pedir perdão não significa se humilhar, mas sim se dignificar. Pedir perdão é preciso. Todos nós erramos, todos somos imperfeitos e isso é perfeitamente normal. Sensibilize-se, então, junto daquela pessoa que você deixou sensibilizada.
Nunca é tarde para o perdão. Não se deixe consumir pelo egoísmo e pelo orgulho. Não se deixe remoer pelo remorso. Desate o nó.

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