quinta-feira, 2 de março de 2017

Ela que já tinha 31...

E ela que já tinha 31 começou a se sentir como se fosse novamente uma adolescente que lê capricho e ouve os Backstreet boys, descobriu que a magia do amor está mais perto de ser mesmo uma ilusão pré-adolescente, mas ela só queria um bom porre e risos sem motivos, e ele parecia ser capaz de lhe dar isso, mesmo ao preço de ter como efeito colateral borboletas na barriga e agir como uma teen insegura nas aulas de estatística da pós graduação.
Na roda gigante dos paradoxos da vida não se sabe qual dos dois estavam mais perdidos, ele que não entendia porque depois de conhecê-la as outras ficaram sem graça, não lhe atraiam mais e ela sentia se insegura por achar não ser o padrão dele e que poderia ser apenas mais um caso sem motivo, daqueles que se esquece ao virar a primeira esquina depois de uns amassos no carro.
É nas dúvidas e inseguranças do casal que nasce o querer estar com o outro que muitas vezes se perde por esse desejo burro e insano de rotular tudo que se sente na busca de sentir mais próximo de um "Freud explica" nessa dança louca de cadeiras que quer saber onde se acha o que nunca foi perdido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário