quinta-feira, 30 de março de 2017

Desabafo

Hoje a noite tava fria. Por alguns instantes me senti vazia. Vazia de coisas que minha alma tá cheia, tipo o amor. Como se eu precisasse amar alguém para me transbordar. Transborda por si mesma, menina.
Senti um buraco por dentro, de sinceridade -- como se isso me faltasse. O que falta é apenas uma ligação para aquela pessoa que precisa ouvir o que tenho pra falar, seja ela quem for.
As vezes demoro a entender as coisas. Prefiro sempre sorrir nas partidas, embora, por dentro, meu coração se encha de lágrimas de saudades. Prefiro ficar sentindo o cheiro do seu perfume que o vento sempre trás, e aceitar a vida como ela é.
Não queria um amor só meu. Acho que nunca quis, pra dizer a verdade. Acho que, na minha vida inteira, quis apenas que o amor fosse me dado ali: aqui, agora e que mesmo depois de dias ou meses sem um "Oi", o amor me voltasse com um buquê de rosas vermelhas na mão e um olhar cabisbaixo daqueles de derreter qualquer iceberg, que nem precisaria me pedir desculpas. E tudo ficaria bem.
Mas do mesmo jeito que tenho milhões de perguntas sobre bilhões de coisas, tenho perguntas sobre uma bela flor que vi nascer e sobre pássaros em formas de risos que enfeitavam um céu.
Mas enquanto meu corpo já se deu por vencido, eis que vem o final. E entendi que o final é apenas o começo de novas histórias e que eu tenho o papel principal.

Sobre o autor: Ladjane Costa, 26 anos, pernambucana de Surubim. Tem como hobbies jogar futebol, beber e escrever seus sentimentos em um caderno.

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