terça-feira, 7 de março de 2017

Casinha de Papel

Fiz uma casinha de papel pra gente fazer morada, e quis que ela suportasse a loucura que é o nosso amor. Detalhe: desabou.
Insanidade minha querer pegar estrelas com as mãos sem jamais ter saído do chão. A lua pode até ser bonita quando se está apaixonada, mas literalmente não é um bom lugar para se viver. 
Achei respostas pra tantas coisas, que todo meu encanto por elas acabou. Foi como ver o fim de um espetáculo antes do palhaço aparecer e sorrir pra mim. Talvez o bom da vida seja isso: não saber tudo. E minha vida necessita de risos. Minha alma busca uma coisa chamada felicidade.
Ah, mas o amor sempre deixa a desejar. Tudo acaba antes mesmo de começar. Nem chego a admirar seu rosto, não sei que cor seus olhos têm, qual o brilho do seu sorriso... Suponho que tem olhos que falam mais que uma centena de frases feitas.
E eu desenho, pinto e reescrevo cada história com a esperança que um dia alguém se interesse por ela e divida uma vida comigo.

Sobre o autor: Ladjane Costa, 26 anos, pernambucana de Surubim. Tem como hobbies jogar futebol, beber e escrever seus sentimentos em um caderno.

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