quinta-feira, 16 de março de 2017

Bússola

Minha bússola está quebrada há dias, semanas, meses, como saber? Sem ela não tenho mais direção, estou tão perdido que não sei mais se ela de fato quebrou ou se fui eu quem a perdeu no primeiro bar de esquina tomando um porre buscando esquecer-se de tudo. Não sei ou não sabia, pois quando eu já havia desistido de minha busca pelo caminho de volta pra casa, estava cansado, só queria como dizem: “sombra e um pouco de água fresca”, eu lhe encontrei, eu que não estava te procurando, achei em você um doce e mutuo acalento, e foi aí que me vi mais perdido do que antes, só que agora eu estava perdido em um paradoxo onde ali eu me sentia eu mesmo, como se finalmente estivesse me achado ou se estivesse defronte um espelho, (mas não podia ser um espelho, pois a imagem era bem mais agradável que meu rosto cansado) tudo que eu lançava aquele espelho, miragem ou qualquer outra indefinição que ainda és pra mim me voltava a mais doce e sincera resposta, de modo que não mais encontrar meu caminho eu queria como querer ir pra casa depois de te encontrar? Quero apenas um denominador comum de tudo isso, poder estar perto de você, conversar sem pressa e quem sabe segurar sua mão.
Desculpe-me a incerteza em minhas linhas, mas você se tornou uma esfinge para mim, e isso me deixa um pouco tonto, amedrontado eu diria, pois sabemos bem o que a esfinge diz ao homem: - “Decifra-me ou te devoro”, e não sei se quero ser devorado por ti, não ainda.
Este é o momento chave, a incerteza, entretanto almejo em um futuro breve transpor este momento para poder estar contigo enquanto lê tais linhas, na esperança de tirar de ti pelo menos um sincero sorriso

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