quinta-feira, 16 de março de 2017

A FESTA DE R$2,50 MAIS CARA QUE EU JÁ FUI

Ocorrida em 2007

Eu e meus amigos sempre fomos meio lerdos e paradões, aqueles caras que não estão nem no grupo dos nerds e nem tão descolados quanto a galera do cantinho do bullyng (que na nossa época era só zueira mesmo), mas tudo estava prestes a mudar depois daquela festa que parecia ser só mais uma das festas de um grupo de igreja que participávamos, não estranhe meu amigo, aquele grupo era apenas um pretexto para adolescentes de 15 anos beijar e chupar os peitos das meninas que deixavam seus pais tranquilos em pensar que suas adoradas filhas estavam rezando em uma reunião de igreja.
Cara essa festa foi mesmo um divisor em nossas vidas, mas pode ter certeza que todos se fuderam de alguma forma, meu amigo Pedro e seu irmão tinham ingressos para essa festa que era para comemorar o aniversário de uma mina loira e safada que Pedro tinha ficado algumas vezes, até hoje não acreditamos que Pedro tenha conseguido tal façanha, uma vez que era tolo e desajeitado, mas ok, Deus ajuda os tolos também, por isso ele é Deus. Estavam também com a gente um vizinho de Pedro, Gabriel, Bruno e Carlos, como eu disse éramos babacas nesta época e acredito que eu era o pior, a festa era a apenas umas quadras da casa de Pedro e fomos andando, o bairro era meio parado e com fama de perigoso e eu já estava me cagando no caminho, como medo de ser roubado, logo eu que tinha apenas R$20,00 reais no bolso e um celular que deixaria o ladrão com tamanha raiva que me daria mais R$20,00 reais, chegamos lá e ganhamos mais um ingresso da menina que ficou feliz de vez Pedro, não por querer ficar com ele, até porque no decorrer da noite ficaria claro que isso não iria ocorrer e sim porque ela era daquele tipo de garota que precisa de alguém pagando pau a todo instante, para que todos entrassem resolvemos comprar mais um ingresso e dividir o valor entre todos, o que deu irrisórios R$2,50 para cada um e acreditem ou não Carlos reclamou do valor.
Tinha cerveja quente e uma batida com gosto de vômito, mas por R$2,50 meus padrões se adaptaram rapidamente, porém Tayla nos advertiu que devido ao alto nível de barreirados não chegássemos em nenhuma garota sem que ela fosse informada para sondar anteriormente se era “seguro” ou não. 
Ocorre que em nossa primeira ida ao bar Bruno ignora o aviso e aborda uma loira magrela com quem começa a conversa até ser interrompido pelo namorado da garota que mais parecia um armário duplex, eu assustado intercedo e peço desculpas ao cara que acho que só não bateu em nós por dó e por saber que nem sua namorada merecia todo aquele esforço(e olha que bater em nós não era grande esforço), dou um puta esporro em Bruno que me repreende falando que não era nada, e que foi mero azar, prefiro ignorar pra não mandar Bruno ir se foder, e continuo bebendo aquela cerveja quente que mais aprece mijo de cavalo, quando vejo Gabriel do outro lado tomando coragem para chegar em uma mina que tinha a fama de vagabunda e que nunca gostei de chama-la assim pra não ofender as vagabundas que conheço, meu impulso foi de ir lá e mandar ela já beijar a mina e levar ela pra um local mais escuro pra pelo menos salvar uma chupeta, porém Pedro me pede pra deixar ele se fuder, o que avaliando melhor hoje me alegra, pois assim todos nós nos fudemos igual naquela noite, mas calma que a noite é grande e ainda nem começaram os nossos problemas.
Quando percebi que pegar alguém era muito arriscado achei que beber era a melhor forma de fazer valer meus R$2,50, novamente a caminho do bar Bruno avista uma outra loira e resolve chegar nela e quando eu vejo a merda já estava feita, o viado devia estar muito bêbado pois chegou novamente na mesma menina magrela de mais cedo, foi Deus quem falou por mim e me fez convencer ao armário com cara de Mr Catra que tiraria ele de circulação e que ele não iria paquerar com a menina pela terceira vez, meu Deus não sei como não ri na hora, pois agora mal consigo escrever isto ao lembrar de como tudo ocorreu. Só prometi a Bruno que se ele chegasse novamente em qualquer mulher eu iria arrumar um namorado para essa garota para bater nele.
Mais tarde um pouco fizemos e começamos a dançar, meu Deus como éramos ridículos!!! Quando vejo o irmão de Pedro puxa Bruno e olho que o armário queria dar um soco que se acerta aleijaria Bruno, foi nesse momento que pensamos em ir embora (como eu quis ir mas parece que a merda tinha de ficar pior e por isso algo nos fazia continuar).
Depois da tola decisão de continuar e ainda na rodinha dançando tontos do álcool e da forma mais ridícula possível olho para o lado e vejo uma mina gorda, desengonçada e com uma blusa de alça que dava para ver os pelos do sovaco, não vou falar de sua feiura pois imagino que esteja implícito e ainda fumando um cigarro olha pra mim com aquele sorriso mais amarelo que o bob esponja e que de alguma forma ela acha que está seduzindo, quase vomitei o ultimo copo de batida, quando meus amigos não se aguentam de risos e tentam me encorajar a pegar aquele demônio pois teriam motivos para me zoar até o fim dos tempos ( na verdade eles ainda têm porque fiz muitas besteiras no decorrer dos seguintes anos, muitas dela sozinho e sem a ajuda do álcool, o que é ainda pior me tira esse ótimo álibi), nem que eu quisesse não teria pegar aquele dragão, mas até hoje quando recordamos da história Bruno insiste em falar que eu cogitei tal hipótese, leia novamente a descrição da menina algumas linhas acima e saberá que tal feito era impossível, ocorre que a menina parece que estava mesmo na minha pois cada vez se remexia mais na esperança de me seduzir, conseguindo apenas me enojar, jogava fumaça do cigarro pra cima até que chegou em seu apogeu: piscou pra mim e jogou a bituca do cigarro em meus pés enquanto me mandava um beijo, era a visão do inferno, foi logo após essa cena que decidimos ir embora pois não queríamos esperar pela próxima merda que poderia acontecer.
No caminho de volta fui muito zoado pelos meus amigos com exceção de Carlos que não conseguia parar de reclamar que tinha pago R$2,50 por aquela merda, acredita? O cara bebeu muito e se divertiu (as minhas custas e de Bruno) e ainda fica resmungando, até hoje acho que eu deveria ter dado a ele R$5,00 e pedir que ele nunca mais sai com nós em nossas festas de pobres, Bruno quase apanha, eu quase tenho um infarto caso comesse aquela gorda e o cara reclama de R$2,50, vá se fuder.

PÓS HISTÓRIA
Seis meses depois estávamos em uma dessas festas de quadrilha da escola que estudávamos e o Bruno avistou uma loira magrela (sim ele tem fraco com loiras magrelas até namorou uma por três anos, mas essa eu perdoo porque ela era bonita e tinha um belo par de peitos, mas isso eu conto depois), e abordou novamente a menina e por mais surreal que se pareça era a mesma menina da festa de Tayla, mano eu até hoje não acredito que mesmo depois de quase apanhar ele ainda não gravou o rosto da menina, era igual aquele filme “Como se fosse a primeira vez” com Adam Sandler e Drew Barrymore, só que ao contrário. Até mesmo porque nesta festa da escola não tinha álcool, ou será que alguém batizou a canjica?

Escritor Misterioso

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