quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

​Sim!

O desconhecido está sempre presente, em todos os lugares, inclusive em nós mesmos. E é interessante como algumas sessões de terapia, seja com os amigos, num momento de introspecção, ou mesmo com um profissional da saúde mental nos ajudam a retirar um pouco desse véu da ignorância. Em várias dessas muitas sessões percebi o quanto eu, e muitas outras pessoas, tem uma tendência natural para a negação. Não digo aquela negação freudiana que é um mecanismo de defesa pra recusarmos situações traumáticas. Digo desta: sobre dizermos não por ser mais fácil, conveniente. Dizer não a um convite, a uma saída, a uma pesquisa, a ler um livro, a ensaiar uma música nova, a adiantar a resolução de um problema, à vida. Deus! Como podemos dizer tantos nãos? É quase automático. Percebi que até nas construções mais simples de frases já são formadas em edição negativa, reparem: “você não quer dar uma olhada nisso?”; “você não vai lá não?”; “você não pensa em formar primeiro antes de começar uma coisa nova?” Estou, e estamos sempre cercados por uma enxurrada de nãos.
Embora eu nunca tenha sido do tipo, e recomendo que vocês não sejam também, que diz sim por educação pra quase tudo, acredito que não seja legal dizer não por automatismo e todas essas poucas questões aqui mencionadas.
Recentemente recebi um convite para escrever e fazer parte de um blog. Minha reposta imediata, adivinhem... sim, foi um não. Automático, nem sequer pensei na possibilidade. Mas então me veio à cabeça: eu posso tentar. Seria uma experiência nova, gosto de escrever. Não sei como as coisas vão acontecer, mas pode ser interessante.
Chegar ao sim, descobrir o sim, é abrir-se a novas possibilidades. É ir ao encontro do desconhecido. É dar vazão pra infinitas formas. É movimento, espanto, emoção, adrenalina, brilho nos olhos, contentamentos e descontentamentos. É uma rede interminável de descobertas, ora boas ora ruins, mas que nos dá a chance de escolhermos, amadurecermos e sairmos do marasmo. Descubram-se!

Sobre o autor: Geraldo Júnior, 26 anos, baiano mineiro, acadêmico de Ciências Contábeis e da vida. Meu coração é das humanas. Cantor, compositor. Ora introspectivo e tímido, ora desbocado e decidido. Sempre dando de pintor e produção de artes por aí.

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