segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Meu Amor


Sei que não deveria começar esta carta te chamando dessa maneira, há muito tempo você deixou de ser meu para ser de qualquer outra pessoa, mas é inevitável o pronome possessivo quando se trata de você.
Meu coração, que não bate da mesma maneira desde que você se foi, está gritando por redenção, mas como dizer a ele que você não volta mais, ou como dizer a ele que é melhor se acostumar com sua ausência? Hoje entendo que o coração é um órgão teimoso, mas burra mesmo é a minha cabeça.
Constantemente ela me lembra de você.
Aí ela começa a me pregar peças, vejo você no espelho, sinto seu cheiro pela casa, ouço sua voz… Talvez eu esteja ficando louca. Talvez seja só a saudade me fazendo uma visita.
E por falar em saudade, por onde anda você?
Será que conseguiu fazer aquela viagem que tanto queria? Será que está deixando a barba crescer? Será que ainda esquece de tirar as meias para dormir? Será que ainda se resfria quando muda o tempo?
Eu me lembro de ficar te importunando sobre o ventilador ligado, o pés descalços e o agasalho nas noites frias. Será que tem alguém fazendo isso por você?
E será que você criou coragem e fez aquela tatuagem? Será que você ainda esquece de colocar comida pro cachorro? Será que sua gargalhada ainda faz as pessoas morrerem de tanto rir?
Fico me perguntando se você ainda conversa enquanto dorme, e se ainda se recusa a usar a coberta mesmo no tempo frio, se sua samba canção preferida ainda está com aquele furo no bumbum, se você ainda toca violão nas tardes de domingo, e se você ainda me ama. Você ainda me ama?
Um dia, talvez, eu acorde e você não esteja mais no meu coração. Talvez eu me levante da cama e não olhe mais para o lugar vago que fica ao meu lado – este mesmo lugar que você ocupou por tanto tempo e que mesmo agora, longe de mim, ainda sinto como se te pertencesse. E ai eu só vou me levantar, me espreguiçar e ir tomar meu café. E por falar em café… Talvez eu não sinta mais saudade do seu café, de acordar com aquele cheiro delicioso que me invadia a alma todas as manhãs. Você sempre dizia que para que o dia fosse bom o café era primordial, desde então, eu que nem gostava de café me recuso a sair de casa sem tomar uma xícara. E neste dia, eu vou simplesmente preparar meu café sem comparar com o seu, ou quem sabe eu só esqueça esse habito de café e resolva tomar um suco? Vou andar nas ruas sem desejar me esbarrar com você a cada esquina que virar, ou sorrir para as pessoas sem esperar que você esteja me vendo sorrir. Vou parar de procurar você nos homens que eu conhecer, parar de desejar que todos eles sejam você, parar de me privar de receber um amor, que não seja o seu.
Talvez neste dia, que meu coração não te pertencer mais, você se lembre de mim. Se esbarre comigo na rua e torça para que eu te reconheça, e se dê conta de que você foi burro demais por me deixar te esquecer assim. Afinal, a gente só deseja o que não pode ter. Não é assim que falam?
Mas até esse dia chegar, venho te avisar, que meu coração te espera e quer te esperar. Tomara que você não demore.
Porque se demorar, meu amor, só me mostrará que seu amor nunca foi meu.

Termino esta carta com todo meu amor, que sempre será seu.

Espero sua volta para casa.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Me escolhe.

Escolhi um vestido, mas não ficou bom. Lembrei de você tirando meu vestido naquela terça feira de cinema. Queria que você arrancasse meu coração. Queria eu poder arrancar meu coração. Enfiar a mão lá dentro do peito e puxar ele. 
O céu hoje está bonito, eu queria que você estivesse aqui. Imaginei a gente namorando sobre a luz da lua e contando histórias engraçadas só para escutar a gargalhada um do outro. Mas você está longe. E o que eu faço com a saudade?
Queria não te escrever mais nada. Queria não te endereçar minhas indiretas. Mas em cada uma delas eu peço para que você cuide de mim... Uma pena você não conseguir enxergar. 
Eu pedi a Deus você de presente, sabia? Em uma noite, eu pedi que Deus me trouxesse alguém que fizesse tudo valer a pena. Que arrepiasse cada pêlo do meu corpo. Que dilatasse minhas pupilas. Alguém que sorrisse com o coração, mesmo quando tem cara de bravo. Alguém que quando falasse comigo acalmasse minha alma. E então você chegou! 
A mão que segurou a minha naquele bar abalou minhas estruturas. Você abriu a porta do carro na hora de ir embora como quem dissesse: Vou abrir pra você voltar mais vezes. E eu pensei que não voltaria mais. Mas voltei. E volto quantas vezes você me chamar, nem ligo se você não abrir a porta, eu mesma abro. Só preciso que você me queira. Só preciso que você me escolha. 
Me escolhe, vai?! Deixa eu te mostrar que comigo é mais gostoso. Que você pode até encontrar alguém mais bonita que eu, mas que só eu vou fazer piadas de coisas idiotas para te fazer sorrir. Deixa eu te mostrar que eu vou estar aqui para te dar colo quando a saudade apertar. Deixa eu cuidar de você. Fazer cafuné, massagem. Deixa eu cantar desafinada para você. Deixa eu te mostrar minha cara amassada nas manhãs de segunda. Deixa eu escrever sobre você. Deixa eu escrever só sobre você. Deixa eu te convidar para o almoço de domingo aqui na minha casa. Cansei de ser sua companhia de sexta, deixa eu ser seu amor de domingo? Deixa eu comprar um filme pra gente assistir no sofá juntinhos? Deixa eu conhecer sua cama? 
Deixa eu falar sem parar só pra você me interromper com um beijo? Deixa eu emburrar por ciúme só para te ouvir dizer que sou a mais linda para você? Vai, me deixa ser uma das partes bonitas da sua vida. Me deixa usar sua camisa. Me deixa usar vestido sem calcinha para te provocar. Me deixa marcas, mas não porque você tá com tesão, mas porque sou sua e de mais ninguém. 
Deixa eu descobrir seus medos... além daqueles que eu já sei. Deixa eu sonhar com você. 
E se nada disso funcionar, se você não aceitar, se não for o bastante para te fazer pensar e mudar de ideia: Me escolhe, e me deixa te fazer feliz?!
Hoje eu pedi pra Deus não tirar você da minha vida, tomara que a vontade dEle coincida com a minha! 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Vão do Vagão

Ai droga! Me desculpa?  ela disse depois de pisar no meu pé.
O que? Desculpa? Magina, que isso! O que é um pé perto de um coração?
Não disse nada, apenas a olhei e sorri, mas minha alma quis dizer muita coisa para ela, e como fazer isso sem que ela pensasse que eu tinha problemas?
É que quando a olhei foi como se eu não pensasse em que velocidade estávamos, por que estávamos ali de certo modo parados em relação ao outro. Foram os seus olhos castanhos que me prenderão ou sua pele morena que me fez desejar toca-lá?
E sim, eu super disfarcei, eu olhei para um lado e para outro, mas entre a esquerda e a direita lá estava o meu foco, era ela.
Então foi no cacho do seu cabelo que eu vi o desenrolar da nossa história: Ela me contaria talvez sobre um irmão ou uma irmã e suas brigas, me contaria as coisas mais bestas de sua vida e sem sombra de duvida ela me contaria sobre o seu primeiro PT. 
Eu a levaria para comer, seriamos daqueles casais lindos que ficam obesos enquanto assistem aquele seriado nada haver da Netflix. Tiraria aqueles cinquenta minutos do meu dia para zoar ela, dizer cada um de seus defeitos, eu riria deles e sem duvida ela iria fazer aquele drama de criança mimada, iria olhar para mim e com uma voz extremamente aguda dizer "Para cara! Não sei porque eu te namoro. Sério!", e no fim, depois de deixar ela louca de raiva eu teria aquele resto de vida para ama-lá.
A porta se abre e naquele momento nos olhamos, como se ela também implorasse para que eu não saísse por aquela abertura mundo afora. Confesso que meu mundo agradeceu a todos os deuses quando a porta simplesmente se fechou. Peço o numero dela? Talvez? Não, melhor não.
Seriamos aquele casal de Facebook meloso e incomodo, me desculpe, mas é que ela é tão linda. Eu com certeza tiraria foto dos olhos dela ao lado dos meus, porque não importa se os dela não são claros como os meus, o que importa é a profundidade deles, e ela era um mar de olhares.
Eu faria de tudo por ela, mas ela me parece não estar interessada. Ela me olha vez ou outra entre essa floresta de pessoas, mas talvez seja constrangimento pelo pisão, não no pé, mas na alma.
Então acho que tenho que me arriscar. E se os seus olhares forem, mais profundos do que cansados? E se seus lábios forem mais artísticos do que arte? E se a sua alma for mais cor para a minha? Então, vamos lá, no três.
Um, dois...
Espera, eu preciso de um sinal, destino, sei lá. Por que eu não sou mais fácil? Vamos fazer assim, se essa porta se abrir e ela sair então era isso, seriamos péssimos juntos, pior casal, brigaríamos todos os dias e cinquenta minutos para falar mal dela seria pouco, mas se ela ficar, então eu estarei preparado para encarar-lhe olho no olho, alma na alma.
Ao desembarcar cuidado com o vão entre o trem e a plataforma.
Do que se trata esse vão exatamente? Claro que fisicamente seria o buraco entre o trem e a plataforma, mas naquele momento o trem era eu e a plataforma era ela, e aquele vão que ficou entre a gente, o que eu poderia fazer?
Ela estava lá e eu aqui, eu poderia correr até ela, mas a porta com toda certeza fecharia, rompendo o ar, o chão, a vida e o pisão. Aquele vão, maldito vão entre nossos corpos, maldito ar, maldita porta, maldito destino. Não havia como ter cuidado, eu cai e fui esmagado.
É difícil acreditar em quão ruim seriamos, éramos incríveis juntos, mas talvez se eu vagar pelos vagões...

sábado, 21 de outubro de 2017

Oi moça


É madrugada, minha janela aberta deixa um vento frio adentrar meu quarto, um vento tão frio quanto meu coração, desde que ele partiu. 
Eu me levantei, abri meu guarda-roupa tentando encontrar algo quente para usar, e tudo que enxerguei foi aquele moletom velho dele dependurado em um dos meus cabides, aquele moletom que ele esqueceu aqui depois de descobrir um furo embaixo do braço esquerdo. Aquele moletom que eu sempre usava para ele, geralmente sem nada por baixo. 
Avisa pra ele moça que o moletom ainda está aqui, avisa que eu ainda uso nas noites frias, e algumas vezes até uso nas quentes só para sentir o calor dele mais uma vez perto de mim. 
Avisa pra ele moça que eu não lavei o moletom desde a última vez que ele usou, e que o cheiro dele ainda continua aqui, fraco, mas tão vivo quanto o amor que sinto. 
Depois de me aconchegar dentro do moletom, eu caminhei até a sala e vi um porta retrato com a foto dele ao lado da televisão. 
Conta pra ele moça, que todas as noites de insônia eu sento nesse sofá e fico admirando o sorriso que ele deu naquela foto, remoendo as lembranças daquele dia na minha cabeça, e repetindo a mim mesma que éramos felizes demais para terminar assim. 
Conta pra ele moça que eu ainda abraço aquele porta retrato e choro em silêncio me perguntando se ele também sorri desse jeito para você. 
Não me leve a mal, eu quero que ele seja feliz, quero muito, mas é que é difícil aceitar que não faço mais parte da felicidade dele. 
Me apego aos pequenos detalhes, as pequenas coisas que ele deixou para trás quando se foi. E quando sinto muita saudade dele eu ouço um dos áudios antigos que ele me deixava no WhatsApp. 
O último, em particular, é o que eu mais gosto, ele descreve uma série de atividades pra eu não esquecer de fazer e no final ele diz: "Não esquece de me amar, porque eu te amo muito...". 
Diz pra ele moça, que eu não esqueço de amá-lo nem um segundo se quer, mas que parece que ele se esqueceu, em algum momento, de me amar de volta também. 
O coração é uma coisa estranha não é? Parece que o peito vai explodir de amor, e a gente fica se perguntando como isso é possível, como é possível amar tanto alguém a ponto do peito querer explodir. Não sei a resposta, mas sei que quando ele entrou em minha vida eu vivia em uma constante sensação de morte por aceleramento de coração e eu pensava que morreria de amor, e hoje moça, a sensação é de parada cardíaca. Parece que depois que ele me deixou, a qualquer momento meu coração pode parar. 
Que digam por aí, se isso acontecer, que eu morri por amor. 
Uma infinidade de horas se passaram, o sol já nasce no horizonte quando decidi me levantar e caminhar novamente até meu quarto, embaixo da cama tem uma caixa com todas as coisas que ele deixou para trás, além de mim. 
Pego essa caixa pela centésima vez nesta semana. E pouco a pouco começo esvaziar. Quisera eu, que pudesse fazer isso com meu coração. Mas não. Depois de ver todas as coisas dele espalhadas na minha cama, eu começo a guardá-las novamente, um ritual que eu pratico sempre que abro a caixa. 
Uma gravata, a primeira gravata que eu tirei dele, na primeira noite que fizemos amor. Conta pra ele moça, que a gravata não sumiu, eu disse que ela havia sumido naquela manhã, mas era só para ter o que guardar de lembrança, já que eu pensava que não o veria novamente. 
Um pedaço de papel com a letra dele, conta pra ele moça que no papel tem um lembrete dele para não esquecer de tomar o remédio de gripe na hora certa. Pergunta ele, se ele não se esqueceu de tomar o remédio na hora certa, caso ele esteja gripado. Não esquece moça, pois ele já é esquecido demais. 
Um DVD do Rocky. Você aprenderá logo que o filme preferido dele também será o seu. Diz pra ele moça, que eu achei o DVD jogado embaixo da cama depois que ele foi embora. 
Um CD do Red Hot que ele esqueceu dentro do toca discos. Moça, fala pra ele que eu cuidei direitinho do CD pra ele, pois eu sei o quanto ele é cuidadoso com os objetos de coleção dele. 
Tem até um chinelo que ele largou dentro do banheiro, ele está pregado com grampo em baixo porque havia arrebentado.
Moça, fala pra ele que eu guardei tudo, e que eu rezo para que ele venha buscar um dia desses, e se por acaso eu couber no carro, que ele me leve junto também. 
A vida sem ele não tem mais cor.
Mas moça, se por acaso ele não vier, diz pra ele que eu continuo aqui, e se a esperança é a última que morre ela está tão viva quanto eu. Diz pra ele moça, que o Lucky está sentido a falta dele, que ele não gostou da ração nova que eu comprei, e que todas as noites ele fica sentado de frente ao portão esperando ele chegar. 
Enquanto isso, pergunta ele moça, se ele está cansado, e lembre-se de fazer uma massagem antes de dormir. A comida preferida dele é Lasanha, mas ele não dispensa um japonês. E a cerveja que ele gosta de beber é a Budweiser. 
Ô moça, não esquece de torcer pro time dele ganhar, mesmo que ele saiba que no fundo você só está fazendo isso por ele. 
Ele não gosta de doce, então não se preocupe com sobremesas, ele prefere os salgados. Ele não gosta de surpresas também. Ele diz que odeia criar expectativas. 
Se ele estiver com ciúme mostre que você não se importa com ninguém além dele. 
A cor favorita dele é vermelho, e ele odeia verde e amarelo. 
Moça, ele não come tomate, nem cebola. 
E ah, já é ia me esquecendo, ele gosta de carinhos nas costas, não esqueça disso. 
Por último, conta pra ele moça, que eu sinto saudade todos os dias, mas que eu aceito as escolhas dele. Aceito ele escolher você. 
Se cuida e cuida dele, por você e por mim. 



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

É que...

É que ela acordou e seu primeiro pensamento foi aquele ato babaca de um ser idealizado. É que ela se questiona sobre o motivo de ainda estar viva. Digo que é porque ela sente nojo de si, quando deveria sentir nojo de outro. Afirmo que é porque ela acha que é o fim, quando é apenas um recomeço. Grito, de forma irritante, “é que ela não sabe de nada”.
É que ela acha que não se encaixa mais aqui, não aqui, mas aqui, ali e acolá. Ela acha que ninguém serve, ninguém presta, ninguém é confiável. Ela crê que a vida já passou. Ela acostuma-se a caminhar de mãos dadas com a morte, amanhã ela então lhe dará a outra, no dia seguinte o pé esquerdo e depois o direito, até que chega o dia do seu coração, e quem saiba nem na morte ela confie. Sempre desconfie.
Ela acha muita coisa, mas achar não torna nada um fato.
É que ela não sabe que haverá tempos piores. É que ela não sabe que a terra da garoa já não pode mais abriga-lá. Ela não percebe que a cidade de impérios caídos já não tem o mesmo gingado, e ela nem imagina que está no lugar errado.
É que amanhã ela será ateia e depois cristã, um dia será deísta e depois nem eu sei. Ela vai sair da faculdade e escrever belos textos, é que ela vai ser lida. Ela vai voar.
É que ela vai encontrar seu lar em um doce carioca. Ela vai amar o seu jeito engraçado de falar, aquele "x" no meio dos "s". É que ele vai lhe dar amor e confiança. E pela primeira vez ela vai conhecer a pureza da alma, o encanto da magia e o mel da infância.
É que ela nem acha e nem acredita que esse cara exista, mas ele está lá, em uma janela enferrujada olhando o Cristo Redentor, fazendo suas rimas de quebrada e apaixonadas, sonhando com o dia em que viverá de sonhos, e tendo a certeza mais do que correta de que será real. Te digo muito mais, é que ele também acha muitas coisas, mas ele acha que suas rimas preciosas já tem uma dona e ela acordou hoje pensando naquele ato babaca de um ser idealizado.
Eu sei e entendo que o tempo pode até nao curar nada, mas te faz esquecer muita coisa.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

PORQUE ELE É DE PEIXES



É fácil reconhecer um pisciano: Olhos pesados, cabeça nas nuvens e um sorriso de matar.
Sim, ele é capaz de te fazer esquecer qualquer problema com aquele sorriso farto e as piadas que só tem graça quando contadas por ele.
Capaz de esquecer os problemas dele para te ajudar a cuidar dos seus, e só quando você estiver com tudo sob controle é que ele volta para o mundinho dele. Esse é o cara de peixes.
Tenho certeza que em algum momento você já se apaixonou por um, e se não se apaixonou, com certeza, ainda irá. É inevitável. Eles chegam com aquela cara de bom moço, os pés tão fora do chão que você pensa que ele vive no mundo da lua, e ele vive. O homem de peixes tem seu próprio mundo, suas próprias teorias, e acredite se quiser, mas ele tem uma persuasão inigualável por isso consegue tudo que deseja, mesmo que ele tenha que lutar um pouco mais para conseguir, ele luta. Ponha em mente que, piscianos adoram um desafio. Se você for um, ele vai tentar até te desvendar e mesmo que você julgue impossível, ele conseguirá.
Ele vai te contar um milhão de histórias, sobre ele, sobre a cachorra dele que nunca cruzou, sobre a vez que ele fez uma viagem escondido dos pais, sobre as loucuras que ele aprontou na adolescência… De repente você virará noites com ele, rindo e contando tudo sobre você, sabendo tudo sobre ele – ou, pelo menos, a parte que ele queira que você saiba. No telefone, no WhatsApp, pessoalmente, não importa o modo desde que você estejam conversando sobre tudo sempre.
Ele é o cara das histórias, não se esqueça, e ao lado dele você viajará para todos os lugares possíveis, quando se der conta, você também estará tão no mundo da lua quanto ele. E ai, já era.
Se você entrar no mundo de peixes, dificilmente você sairá de lá com o coração intacto. Não que ele seja um destruidor de corações, mas, o homem de peixes tem uma facilidade muito grande em apegar e desapegar, e talvez você não esteja pronta para desapegar quando ele estiver.
Ele gosta da conquista. Lembra o que eu disse sobre o desafio? Não se sinta especial se esse cara te mandar flores no meio do seu expediente de trabalho, ele é um conquistador, o famoso Don Juan, e vai tentar de todas as maneiras até conseguir o que quer. Talvez a culpa de você cair na tentação seja do beijo. Que beijo! Ele é daqueles que sempre faz pirraça antes de te beijar, morde, lambe, faz que vai beijar e não beija, mas na hora de beijar ele abre aquele sorriso insuportavelmente delicioso e te beija. Beija com tanta intensidade, com tanta delicadeza, com tanta vontade, que você até acredita ser o amor da vida dele naquele momento, mas não se iluda, é só o jeito dele beijar mesmo.
Dificilmente você esquecerá o beijo dele. Com certeza ele estará na sua lista “TOP 10” de melhores beijos.
Ele é intenso, Chris Martin (Vocalista do Coldplay) que o diga. Está sempre com os sentimentos a flor da pele, não consegue disfarçar quando está com raiva, com ciúme ou com preguiça de qualquer que seja a situação, e ele nunca manda recado. Ele fala o que pensa. Fala o que sente vontade. Não importa a hora ou o lugar, ele fará com que você saiba que ele não gosta da pessoa com quem você está conversado, ou que você saiba que ele não gostou de alguma atitude sua.
Eu costumo dizer que o homem de peixes não se apaixona com facilidade, embora ele se apegue com facilidade. Sei que parece difícil de entender, mas apego não é amor. Porém quando esse cara se apaixona… Você com certeza vai se sentir a mulher mais desejada, amada e feliz que existe. Ele sabe como fazer as coisas. Ele sabe como fazer você se sentir especial.
É UM ÓTIMO AMIGO. Vai te defender com unhas e dentes, e ele sempre estará lá, e sempre que você precisar de um ombro amigo, de um humorista sem graça para te fazer rir, de um viajante para te fazer companhia, de um sonhador, de um contador de histórias mirabolantes… Ele estará lá.
Sorte tem mesmo as pessoas que tem a chance de ter ele como amigo.
Ele ama como se não houvesse amanha. Será? Talvez vocês só tenham uma relação de uma semana, mas com tanta paixão capaz de superar qualquer casamento de décadas. Tudo com ele é um pouco mais. Fica um pouco mais no trabalho, pois precisa terminar o projeto até o fim da semana. Um pouco mais no bar, afinal a promoção da Budweiser está acabando. Um pouco mais na sua vida porque por mais clichê que pareça, uma eternidade ao seu lado não é suficiente. Esse cara, vai bagunçar seu coração de uma maneira que só ele consegue, e depois você vai passar o resto da vida tentando arrumar uma bagunça que só ele é capaz de arrumar. É, ele é daqueles que você não esquece.
Depois de conhecê-lo, não importa se ele partiu seu coração, ou não, ele jamais será apenas um conhecido ou passará despercebido por você. Ele será um amigo, um confidente, uma paixão reprimida, um companheiro para as loucuras que você não tem coragem de fazer sozinha, um pedaço da vida que você gostaria de ter, um porto seguro, uma saudade… Ele com certeza será uma saudade. Uma saudade acompanhada a qualquer uma das opções que citei acima, mas uma saudade. É impossível não sentir saudade dele. A parte boa é que quando ele voltar – ele sempre volta – ele vai tratar de colocar tudo no lugar, mostrar que continua o mesmo e deixar mais saudade quando for embora novamente.
Ele vai te ensinar a ver sempre o lado bom da vida. Você vai aprender que bom mesmo é viver perto dele.
Ah se eu pudesse entender a mente de um pisciano… Talvez a graça resida exatamente nisso, não conseguir entender, e mesmo assim permanecer ao lado dele.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Morto vivo

Já sentiu o coração bater bem forte a ponto de parecer que rasgará o seu peito?
Já amou alguém que se foi?
Já chorou?
Já sofreu por amor?
Já deixou de fazer algo por medo ou quem sabe por apego?
Ja mentiu sobre você para outro alguém amar o seu outro você?
Já viveu intensamente? Externamente ou mentalmente?
Já sentiu sua alma correr para longe e te deixar oco?
Já se perguntou como é nao respirar mais? Não estou falando sobre afogar-se ou ter CO2 contagiando os seus pulmões, tambem não falo sobre prender a respiração por alguns segundos. Estou falando sobre o fim.
Já se perguntou como será o fim? Como é ser encaixotado? Já se perguntou como é estar morto? 
Bem, se você nao sabe a resposta das nove primeiras perguntas, então você sem dúvida sabe bem de cor e salteado as ultimas quatro perguntas.
E aí, chegou a hora de parar de brincar de morto ou vivo, e decidir qual deles você é.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Depois de você

Procuro minhas pegadas por entre as pedras e tento achar o meu ritmo no cair das águas.
Olho para o horizonte e vejo o sol partir e questiono-me se eu estaria indo junto com ele.
Eu olho para a terra que toca o céu e penso que ela é enganada pela ilusão do olhar, e se ela tão intensa e tão densa pode ser enganada, quem dirá eu.
Eu tento me sentir no bater do vento mas é apenas oxigênio. Eu tento agir no calor das chamas, mas não há saída.
Por uma vez ou outra eu colhi algumas conchas e tentei ouvir-me, não esperava o canto de uma sereia, eu só queria a mim, um sussurro ou até um grito de alguém claustrofóbico.
Eu me procurava por entre a beleza, por entre terra, ar, água e fogo. Eu me perdi entre a firmeza da tua mão sobre a minha, do teu lábio no meu, na ardência que me fez sentir e nunca me encontrei novamente. Continuo me procurando por entre a beleza do mundo, mesmo sabendo que eu só posso me encontrar em você. Ideia oposta.
Lembro-me como te amei naquele beijo. Te guardei em uma caixinha de diamante, sem abertura, sem possibilidade de volta, te coloquei, tranquei e não há como desfazer.
Quando partiu naquela noite eu implorei aos santos, deuses e entidades que te trouxesse de volta e a resposta foi um sólido não. Então esperei-te, esperei e esperei arduamente, até que a espera me consumiu, tão comum quanto o ar, até que passou a não fazer diferença, até que passou a ser nada.
Porém hoje quando acordei, olhei-me no espelho e não me vi, talvez não fosse tão normal assim, talvez não fosse tão "nada" assim. Olhei para o carro na garagem e só pude pensar em partir.
O carro faz a curva e lembro-me da curva dos seus lábios que tocavam os meus de maneira calorosa. Lábios estes que tocavam o meu pescoço e me arrepiava. Lábios que me levavam a loucura. Lábios que recitavam poesia para a minha alma, que me davam bons conselhos e ruins também.
Uma luz vem em minha direção: ah não! Faróis! QUASE, ufa! Foi como a primeira vez que tentou me beijar, desviei-me e foi exatamente este ato que te fez realmente me amar.
Em uma grande avenida preciso de passagem, um estranho concede, toco duas vezes a buzina agradecida e foi quase assim quando ambos foram correspondidos.
E agora eu vejo os carros para trás, essa é a pior parte ou então o começo dela, você ficou para trás na minha vida e eu assim também fiquei na sua.
E essa chuva repentina é parte da minha melancolia, da minha saudade e solidão. Ela é parte das minhas lágrimas que não me deixam enxergar a frente.
Entro na estrada de terra que dessa vez não me diz nada, talvez seja o meu futuro após um abandono, talvez eu mesma tenha que construir algo ao seu redor e até mesmo asfaltá-la, mas não importa o que eu faça a poeira nunca abaixará.
Talvez se eu ascender o farol alto nesta escuridão da noite, eu te veja no final da estrada ou veja um abismo, mas não há nada.
Desligo então o carro por que eu não consigo seguir em frente sem você no banco do passageiro.

domingo, 3 de setembro de 2017

BEN & MELISSA - Parte IV

Ressaca moral. Esse é o pior tipo de ressaca que um homem pode ter. A ressaca da alma. Minha cabeça está doendo tanto que mal consigo abrir meus olhos, o sol está forte do lado de fora da janela, e eu nem me lembro como cheguei no meu apartamento essa madrugada. Mas pior do que a dor de cabeça e o estômago revirado é a dor no coração. Melissa não fala comigo desde aquela sexta no bar do Wood. Tentei ligar, mandei mensagem, já faz três dias que faço plantão na casa dela, e nada, ela entra e sai e finge que não me vê, finge que não me ouve, finge que não liga, mas eu sei que ela sabe que liga. Ela liga tanto que está lutando consigo mesmo para não me deixar entrar.
Olhei meu despertador na mesinha do lado da cama e nele está marcando 12:53 de um domingo, eu sei que vou precisar de muita força para levantar, me orientar, tomar uma ducha e ir para o apartamento de Melissa com outro buquê de rosas. E é exatamente isso que faço, com determinação abro meus olhos e encaro a luz do sol, me levanto e como planejado eu tomo minha ducha, coloco uma roupa legal porém simples, calço os chinelos e uso o perfume preferido dela, pego as chaves do carro e vou. Enquanto dirijo começo a me perguntar o porquê de querer tanto dar uma explicação para ela, chego a conclusão que talvez ela seja mais importante do que eu supus, caso contrário eu não estaria tentando me explicar. Já são quase 14 da tarde, passo na floricultura de sempre, mas dessa vez escolho rosas brancas. Uma vez, em um dos nossos encontros, ela colocou um filminho meloso para assistirmos, confesso que até gostei do filme, era uma adaptação de A Bela e a Fera com aquela atriz que fez High School Musical, e vi que ela ficou emocionada quando o rapaz entregou para a moça uma rosa branca, e a moça disse que rosas brancas significam "eu sou digno de você". Comprei cinco dúzias de rosas brancas, pois sei que sou digno dela e sei que mereço uma chance de me explicar e provar isso.
Entrei às pressas no prédio e pedi ajuda ao porteiro com as rosas, eu e "Seu João" pegamos o elevador, apertei o 5° que era o andar dela e depois de colocar todos os buquês no chão abracei "Seu João" e pedi humildemente que ele me enviasse boas energias lá da portaria, melhor do que isso ele me disse: "Eu te desejo sorte, filho..." , estendeu a mão segurando uma chave familiar entre os dedos, a chave do apartamento dela, e antes que eu pegasse ele continuou a falar: "mas, se você partir o coração dessa garota mais uma vez sou eu quem vai partir sua cara!" - me abraçou e após alguns tapinhas nas minhas costas ele suspirou e continuou: "Agora entra aí e faça o que você veio fazer, mas dessa vez faça direito". Nem tive tempo de agradecê-lo, fiquei tão embasbacado que não consegui proferir uma única palavra, quando dei por mim "Seu João" já havia descido para a portaria novamente.
Entrei no apartamento mais do que depressa, sabia que Melissa não estava lá, uma vez que seu João estava com as chaves era porque ela havia saído e por medo de perder-la sempre deixava com ele na portaria. Não sei qual desculpa ele daria para ela quando chegasse, mas já que eu tinha uma oportunidade eu ia aproveita-lá.
Espalhei rosas por todo o apartamento começando do carpete de boas vindas que ficava abaixo da porta de entrada, sai fazendo um caminho de rosas brancas que seguia até o quarto dela e em cima da cama eu espalhei o restante das rosas, deixando somente uma em minhas mãos para que eu entregasse à ela. Eu não sabia exatamente o que estava fazendo, mas estava fazendo. Minhas mãos estavam suadas, eu até estava tremendo, o que me deixava ainda mais nervoso por nunca ter me sentido assim antes, me sentei a beirada da cama de casal dela, de frente para a porta do quarto (que estava fechada) e resolvi esperar por ela ali.
Não demorou muito e pude ouvir a porta se abrir, ouvi risos que significavam que ela não estava sozinha, meditei por um instante se isso era realmente necessário e antes que minha cabeça pudesse me convencer do contrário repeti em voz alta, porém audível somente para mim mesmo, um grande e sonoro: sim. Os risos se intensificavam a medida que os passos se aproximavam do quarto, mas era perceptível que nenhuma daquelas risadinhas era masculina. Parecia uma eternidade, até que finalmente ela abriu a porta. Ergui meus olhos lentamente até os dela, e pude perceber que ela não sabia porque e como eu estava ali (não sei qual a desculpa que o "Seu João" inventou, mas funcionou porque era perceptível seu espanto). Atrás dela consegui ver duas de suas melhores amigas que estavam tão boquiabertas quanto ela e que me olhavam um tanto desconfiadas também.
Melissa cabisbaixa, segurando a maçaneta da porta com uma das mãos e a outra na cintura, após longos minutos de silêncio e mordidas nervosas em seus lábios falou com a voz serena porem fria o bastante para ferir meu coração: "Posso saber o que você está fazendo aqui Benjamin? Que tipo de maníaco louco você é? " - e então com a voz um pouco mais firme e alta ela desabafou - " Você não poderia simplesmente parar com isso e desaparecer? Já não foi o bastante aquela noite no Woods? Você precisa vir na minha casa todos os dias para me fazer lembrar o quão estúpida e burra eu fui por acreditar que podíamos ter algo? Você... " - ela engasgou, colocou as duas mãos no rosto e começou a chorar. Nenhuma das amigas tentou consola-la, nem eu, nós sabíamos que quando Mel chorava ela só queria chorar, não queria ninguém dizendo para que ela parasse, principalmente naquela situação. Após vários minutos de lágrimas ela se recompôs e continuou - " Porque você não me atendeu, Ben? Porque você não retornou pelo uma vez para me dizer que não queria mais me ver ? Porque você foi tão covarde a ponto de não conseguir nem me dispensar?!"
Eu não sabia o que falar. O silêncio mais perturbador e doloroso que já presenciei se instalou no quarto. Melissa estava com os olhos inchados, a pontinha do nariz e as bochechas vermelhas, e eu amava ver o nariz e as bochechas dela assim, mas não por aquele motivo, ela sempre ficava vermelha quando estava com vergonha ou com frio. Me envergonhei porque achar ela linda mesmo após ter chorado por minha culpa. Sim, minha culpa. Ela suspirou decepcionada. Uma. Duas. Três vezes. E eu ainda estava tentando entender o que exatamente eu falaria, não estava nos planos nada daquilo, eu só queria me desculpar e fim. E então, sem planejar, sem ensaiar a frente de espelhos, sem saber o que falar em uma situação daquelas, estendi a mão com a rosa em sua direção, suspirei e comecei: "Eu sou digno de você"! - Melissa sorriu ironicamente, quase que incrédula por eu estar sendo tão clichê com aquela frase, mas antes que ela pudesse falar qualquer coisa eu continuei - Uma vez conheci uma garota incrível em uma boate, ela não tinha nada de comum embora referisse a si mesma como comum e sem graça. Usava um vestido preto, e não usava maquiagem nenhuma além de rímel, mas sabe o que mais me encantou nela? Ela não usava maquiagem na alma. Após um longo papo sobre cantadas idiotas consegui o telefone dela, e liguei na mesma noite, liguei durante três meses, sempre que eu tinha uma folga na empresa saíamos para fazer algo. Ela me falava sobre a vida, sobre os sonhos que ela tinha e sobre os que ela deixou para trás por achar que não serviam para ela. Largou a faculdade de direito porque se dizia decepcionada com o curso, mas ela nasceu para aquilo, qualquer um poderia ver, bastava que ela começasse a falar sobre leis, justiça, defesas e filmes policiais, na maioria das vezes eu não entendia nada do que ela dizia, mesmo assim eu sorria, balançava a cabeça afirmativamente e achava ela linda. Acho ela linda! E inteligente! Aquela garota preencheu meus dias de coisas que eu não me lembrava mais que existia: sentimentos, sorrisos, filmes românticos, e musicas daquele idiota do Sam Hunt que acabaram com a memória do meu celular e que hoje são as minhas preferidas, pois são as que me fazem lembrar dela. Dança Ariana Grande e tentava cozinhar mesmo quando sabia que era péssima nisso. - Suspirei me lembrando de "Take Your Time" do Sam Hunt e ela dançando "Into You" da Ariana Grande uma vez no apartamento dela. Sorri e percebi que os olhos dela lacrimejavam, mas dessa vez percebi que ela também sorria, pois sabia do que eu estava me lembrando. - Conheci essa garota incrível. Vivi momentos incríveis com ela. No quarto , neste quarto - nós dois gargalhamos baixo -, na sala, na cozinha, no banheiro -continuamos sorrindo - e além disso tudo vivi momentos incríveis com ela no cinema quando ela molhou minha camisa de tanto chorar assistindo "Como Eu Era Antes de Você", ou quando ela escondia os olhos nos meus ombros quando assistimos "A bruxa de Blair". Vivi momentos incríveis com ela no restaurante japonês quando ficava jogando comida crua em cima de mim e reclamava sem parar "Não sei como você aguenta comer essas porcarias, vamos comer frituras, Ben!". O mais incrível é que ela sempre fazia questão de ir no japonês comigo, ela dizia que gostava de me ver comer, mas eu descobri que ela gostava mesmo era de mim. Conheci essa garota incrível e a perdi. Fui um babaca. Não retornei as ligações. Não atendi as chamadas. Ouvi cada uma das mensagens deixadas na secretaria eletrônica e apaguei cada uma depois de ouvi-las, porque eu sou um covarde. - abaixei minha cabeça e silenciei por um instante.
Mel... - olhei em seus olhos novamente - Eu estou aqui por que naquela noite quando te vi naquele bar, quando vi você parada me olhando, eu percebi que não queria nada alem de você. Uma vez, meu pai me deu um conselho muito sábio quando eu ainda era um menino. Eu o questionei sobre a mulher certa e ele disse que eu saberia no momento em que colocasse meus olhos nela. Que nada mais importaria além dela. E ele disse: "Filho, quando você encontrar essa mulher, vá atras dela e pegue-a. Não a deixe ir embora. Não a deixe escapar. E se você fizer essa burrada, trate de consertar. Lute por ela. Não seja uma idiota como seu pai foi quando deixei sua mãe partir. Simplesmente vá atrás dela e prove para ela que você é digno dela. Que só você pode fazer ela feliz...". E é isso que eu estou fazendo aqui. Eu não pude te segurar pelo braço naquela noite e dizer o quanto eu quero cuidar de você quando se cortar na droga do espelho do banheiro. - Melissa soluçou alto e deixou lágrimas escorrerem pelas bochecha ainda avermelhadas - Que as noites mais tranquilas que dormi foram ao seu lado. Que eu sinto seu perfume mesmo quando não tem ninguém por perto. Eu quis te segurar pelo braço e dizer que aquela mulher no bar era apenas uma velha amiga e que talvez eu até a levasse para casa mais tarde, para a casa dela e não seria para transarmos, mas sim pelo fato dela estar bêbada demais para ir sozinha. Eu quis ir atras de você naquela noite, para te segurar pelo braço e dizer que eu não iria te soltar nunca mais, porque nunca na vida eu quis tanto algo como eu quero você e já que eu não consegui fazer isso naquele dia eu estou tentando fazer agora. - Melissa continuou me olhando com lágrimas nos olhos, estendeu a mão e pegou a rosa que eu ainda estava segurando em sua direção. Assim que ela focou meus dedos e segurou a rosa, puxei-a lentamente para perto de mim pelos dedos, encostei sua cabeça em meu ombro e abracei-a. Senti ela respirar fundo e chorar, quando finalmente sua respiração se acalmou segurei seu queixo e levantei sua cabeça, enxerguei as lágrimas com meus polegares e beijei com delicadeza seus lábios que estava molhados e salgados por causa do choro. E então sussurrei... - Eu nunca pensei que fosse me apaixonar por você. Eu nunca fui o tipo de cara que se apaixona, mas quando você sorriu naquela boate, naquele dia, naquela hora, naquele momento eu soube que estava perdido. E depois quando eu te liguei para ter certeza de que não havia me passado o número errado, eu tive certeza que eu estava muito perdido, mas ... foi no dia em que fizemos amor pela primeira vez, nesta cama, neste quarto, que eu me dei conta de que eu realmente estava fodido. Eu me dei conta de que você havia roubado mais de mim do que minha atenção, você roubou meu coração.
Então eu quero que você entenda de uma vez por todas que eu sou sim digno de você, Melissa Amaral. Sou digno de ser visto ao seu lado, sou digno de poder amar você, foder você, fazer amor com você, mas principalmente sou digno do seu amor. Só diz que não é tarde e que me aceita de volta, por favor!" - Ela me olhou nos olhos e sorriu daquele jeito que eu amo, e com carinho esfregou o nariz no meu dizendo : "Você nem precisava dizer isso tudo, embora eu tenha realmente amado cada parte. Você me ganhou com a primeira frase e vou te responder usando ela. Como é mesmo?! "Eu sou digna de você, Benjamim Carter!".
E nós terminamos nossa noite apaixonados, enrolados um no outro e transando como loucos. Ela me tem por inteiro, e olha que louco, ela é minha. Completamente minha.

domingo, 27 de agosto de 2017

BEN & MELISSA - Parte III

Ben pediu que eu ligasse quando acordasse, mas não atendeu, deixei uma mensagem na secretária eletrônica falando que havia perdido a novela na segunda, e disse que faltei a academia de novo, mas que na terça-feira eu iria sem falta. Na quarta eu contei a piada nova que o porteiro fez sobre meus cabelos, e perguntei se ele voltaria para casa ainda naquela semana. Imaginei que ele estivesse em mais uma das viagens. (Ben é piloto de avião). Na sexta liguei e disse que sentia saudade e finalizei a ligação pedindo que ele viesse cuidar de mim, que eu não sabia me cuidar direito, que eu havia cortado o dedo no espelho quebrado do banheiro e que eu esqueci de recolher as roupas do varal, resultado? A chuva fez o favor de lava-las novamente.
Esperei que ele me ligasse no sábado o dia inteiro, depois no domingo, passei duas semanas inteiras ao lado do telefone. Até pensei que algo de muito ruim houvesse acontecido, não achei normal ele me deixar um bilhete na geladeira contando sobre meu cheiro que ficou nele e pedindo para eu me cuidar e ligar quando acordasse se ele não tinha a intenção de me atender. Mas honestamente, nada fazia muito sentido quando o assunto era nós dois. Éramos de mundos totalmente diferentes. Tínhamos planos diferentes.

Ben só queria se divertir, ouvir música boa na boate local quando não estivesse a serviço, viajar para cidades e países diferentes (por isso a escolha da profissão), mulheres para os dias solitários, whisky para todos os dias de folga. Aos 26, ele só queria viver. Não tinha muita ambição, mas tinha muito desejo. E eu? Bem, eu só queria acordar e ter certeza da roupa que ia vestir, mas sempre ficava de pijama porque era mais confortável. Queria entender porque larguei a faculdade de direito se eu não me via fazendo nada além daquilo. Queria passear com meu cachorro nos finais de semana. Queria pizza nas sextas. Eu queria alguém para dividir as pizzas. Aos 24 eu só queria livros, café forte e dias de chuva pra ter motivos reais para não sair com minhas amigas em dias como hoje. Mas tenho que admitir que eu precisava sair, já haviam se passado dias desde a última vez que o vi, e eu precisava aceitar que talvez eu nunca mais o veria novamente. Ben, havia sumido. Assim como o cheiro que ele havia deixado no meu travesseiro, assim como o vinho que havíamos aberto naquele sábado de desejo e que eu fiz questão de tomar na última semana enquanto lia um dos meus livros repetidos, assim como o som da sua risada no outro lado do telefone todas as noites antes de dormir.

Escolhi um vestido simples, usei rímel e calcei um salto médio pois queria estar confortável, peguei minha bolsa joguei dentro dela as chaves da casa, do carro, meus documentos, dinheiro e por precaução um remédio para dor de cabeça, mas resolvi deixar meu celular, eu não me castigaria verificando as chamadas a noite inteira, nesta sexta eu seria só minha e de minhas amigas. Ouvi a buzina que vinha da rua, tranquei a porta e fui ao encontro delas.

O bar estava cheio, muita mulher cheirando 212 para um ambiente só, muito homem tomando vodka com energético. Eu ainda estava tentando entender porque as pessoas gostam desse tipo de ambiente, o som estava tão alto que eu mal conseguia ouvir minhas amigas, mas consegui ouvir uma risada familiar quando o cantor pausou para tomar uma água, uma risada que fez meu corpo inteiro tremer, que arrepiou até os pelos da minha cabeça, que embrulhou meu estômago, quando olhei para trás consegui ver Ben cochichando algo no ouvido de uma mulher, que sorria e esfregava o corpo no dele. Ele visivelmente estava bêbado, mas ainda assim estava lindo. Usava aquela calça jeans clara que eu tanto gostava, uma camisa gola polo que eu havia escolhido com ele da última vez que fomos ao shopping. Não consegui ver os pés , mas com certeza estava com sapatênis preferido dele.

Senti meu rosto inteiro queimar, os olhos começaram a arder e embaçar, como vidro quando chove muito, através dos meus vidros eu já não conseguia ver mais nada, havia muita chuva, muita lágrima, e muito ardor para um par de olhos só. Eu acabava de entender que o amor às vezes pode doer de uma maneira inimaginável. E enquanto eu deixava escorrer sob minhas bochechas toda dor que estava sentindo, só conseguia pensar nas mãos de Ben na cintura daquela loura linda que estava a sua frente, só conseguia vê-los deitados nus em algum lugar no apartamento dele - que por sinal, eu nem conhecia. Só conseguia repetir várias vezes em minha cabeça: Você achou mesmo que aquele cara ia se apaixonar por você? Achou mesmo que iria conseguir consertar aquele taurino lindo de olhos verdes? Que burra!

Foi quando, em um desses devaneios, maquiagem borrada, soluços que ninguém ouvia graças ao barulho da música, lágrimas que não cessavam... Os olhos dele cruzaram os meus. Fitei aqueles olhos verdes água por pelo menos cinco minutos, pude ver ele se desvencilhar dos braços da moça para caminhar até mim, mas antes que ele pudesse me alcançar eu me virei e corri. Sim, corri. Covarde como sou. Com lágrimas que não paravam. Com a merda do coração perdido em algum lugar daquele bar, com ele. E com muita vergonha de ter achado que ele podia me amar, como eu o amava. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

BEN & MELISSA - Parte II

Acordei escutando "Into You" da Ariana Grande tocando um pouco alto demais para uma manhã de domingo às dez horas. O som com certeza vinha da cozinha e enquanto eu tentava me orientar e me lembrar do que havia acontecido na noite passada me certifiquei de pegar minha cueca jogada em cima do sofá e coloca-la, coçando o cabelo cheguei a cozinha e pude vê-la dançar vestido a minha camisa de ontem à noite, ela cantava alto e devido à altura da música nem me ouviu chegar. Me acomodei no banco da bancada de mármore da cozinha, de frente pra ela, e comecei a me recordar dos movimentos que havíamos feito a noite inteira, e enquanto ela se balançava freneticamente sentindo as batidas da melodia eu me perdia em pensamentos pecaminosos, todos com ela, todos sobre ontem a noite, e todos me fizeram sorrir como um idiota. 
Aquela mulher linda na minha frente, dançando feito uma louca e cantando sem saber a letra da música, era minha. Toda minha. E como se não fosse suficientemente sexy vê-la dançar assim, ela ainda estava vestida com uma camisa minha, muito tesão para a manhã de um domingo. Tudo que eu queria era desamarrar aquele coque de cabelo dela , senta-la na pia e começar novamente tudo que fizemos ontem. Mas eu sabia que não era a hora de mostrar meu lado sádico e tarado. Ela precisava saber que eu queria mais que sexo, e eu precisava mostrar.
Com um toque desliguei a música que tocava no celular, e pude vê-la virar para mim com o olhar desconcertado e questionador, ela estava linda, em uma das mãos segurava uma espátula e na outra segurava a frigideira, sorriu um sorriso tímido de quem estava envergonhada por ter passado a noite deitada em meu peito, e balançou a cabeça em negativa enquanto dizia: "Quer tomar café? Estou preparando panquecas e tem aquele suco de laranja que você tanto gosta na geladeira.".
Ela não sabia como ficava linda quando tentava impressionar, mesmo quando nós dois sabíamos que ela era péssima cozinheira. Me aproximei lentamente e a puxei pela cintura, tirei a espátula de sua mão e cuidadosamente coloquei a frigideira com a panqueca queimada sob a pia. Com movimentos lentos beijei a ponta do seu nariz, que estava suja de farinha e desci beijos pela bochecha, e pelo pescoço. Senti quando suspirou firme perto do meu ouvido e entrelaçou os dedos no meu cabelo me fazendo olhando pra ela. Ficamos nos encarando por um tempo. Melissa era maravilhosa, eu nunca cansava de ficar admirando, mesmo quando ela ficava tímida e brigava comigo pro encara-la tanto tempo. Depois de longos minutos olhando um para o outro, percebi que ela não iria desistir, ficou mordendo o lábio inferior em tom provocativo e sorria vez ou outra para reafirmar o poder que tinha sob mim. Segurei seu queixo entre o polegar e o indicador e puxei com lentidão para perto da minha boca, beijei com carinho, e com cuidado, senti cada gosto que aqueles lábios já haviam me mostrado em tão pouco tempo. Gosto de amor. Gosto de tesão. Gosto de palavras chulas vindas de alguém tão delicada. Gosto de suco de laranja. Gosto de prazer. Entrelacei meus dedos no coque de maneira que desfiz o penteado e a beijei com mais intensidade.
Ela soltava um gemido e outro entre as carícias que eu fazia, e eu não conseguia parar de pensar no que aquela mulher estava fazendo de mim...
Depois de toca-lá em todas as partes que podia, e deixá-la morta de tesão, me afastei somente o suficiente para olhá-la novamente e disse: "Bom dia".
Ela sorriu, me empurrou de leve e refez o coque de cabelo. Tomamos nosso café ouvindo uma música qualquer do Sam Smith tocar no celular e eu sorria a cada vez que ela contava uma estória diferente sobre sua infância. Melissa era a mulher mais atraente que já havia conhecido, ela conseguia ficar bonita sem maquiagem e com os cabelos desgrenhados, e não se importava com sua aparência.
Passamos o resto daquele domingo deitados no sofá assistindo um filme qualquer que passava na TV a cabo. Não fizemos sexo, ela estava cansada. Só ficamos deitados, eu lavei a louça e tomei um banho depois que finalmente ela adormeceu. Pensei em acorda-la para dizer que estava indo para casa, pois já passava das 18 e eu precisava revisar umas planilhas antes de dormir, ela dormia tão serena e com a respiração tão regular que não quis incomodar, queria ficar mais tempo vendo ela franzir o cenho e as vezes resmungar alguma coisa adormecida. Beijei-a a testa, senti cheiro de camomila dos seus cabelos castanhos claros e senti o cheiro dela na minha camisa. Deixei um bilhete na geladeira para que ela não ficasse brava por eu ter ido sem avisar, e nele escrevi: " Se lembra quando você disse que o encontro só é bom quando deixamos nosso cheiro cravado no outro? Parabéns, você conseguiu! Tem seu cheiro na minha camisa, no meu cabelo e na minha pele. Me liga quando acordar... Te cuida!" 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Olheiro musical

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Uma dose de uma bebida amarga e a cadeira vazia ao meu lado era tudo o que eu tinha naquela noite. Um restaurante de música ao vivo e um cantor de bar atrasado era tudo o que eu tinha naquela noite. Pessoas em mesas ao meu redor com olhares depositados sobre o cara solitário que ocupava o meu corpo era tudo o que eu tinha até aquela noite.
Então sobre o palco surgiu um homem e um violão.
Este mesmo homem dedilhava o seu violão como se estivesse tocando a pele de uma bela mulher. O som que saia dos seus lábios me deprimia, parecia que ele era o homem mais infeliz da face da terra, e isso era encantador. 
Quando ele fechava os olhos eu podia sentir que ele viajava em suas próprias palavras que empregavam a morte como a melhor coisa que poderia acontecer-lhe naquele momento.
Continuei a beber e pensar do por que eu ainda tentava...
Então chegou o refrão, foi quando ele pegou os meus olhos e os segurou, da mesma forma que um beijo segura uma alma. Todos olhares a minha volta se desfizeram, era como se nada mais existisse, como se eu não existisse.
Um homem com voz de sereia.
Essa voz te leva para o fundo do mar, te afoga em devaneios e depois te leva a superfície, te devolvendo o ar. É a mesma sensação de querer voltar, mas de saber que estará morto se retornar. A voz daquele homem te faz querer reprise o tempo todo, mas é capaz de te cegar.
Eu podia jurar que estava apaixonado, poderia ouvi-lo por dias e dias, ele poderia ser a nova estrela da música, poderia ser quem ele quisesse com aquela voz.
A bebida já nem é tão amarga, não quanto a música pelo menos.
Sua testa parou de franzir-se, seus olhos se abriram, seus pés se aquietaram, ele sorriu e dos seus lábios parou de sair beleza em forma de música. Os olhares viraram aplausos, mas não o meu olhar, o meu volta a sentir o gosto amargo da bebida, o meu paga a conta e sai.
A noite está gélida e quieta. Alguns casais passam pelas ruas de mãos dadas e outros se sentam para um café em uma lanchonete típica.
Eu entro em um restaurante de lustres dourados e decoração quente, me sento no centro do mesmo e peço uma bebida amarga.
Uma dose de uma bebida amarga e a cadeira vazia ao meu lado era tudo o que eu tinha naquela noite. Um restaurante de música ao vivo e uma cantora negra de sorriso convidativo era tudo o que eu tinha naquela noite. Pessoas em mesas ao meu redor com olhares depositados sobre o cara solitário que ocupava o meu corpo era tudo o que eu tinha até aquela noite.
E  mais tarde eu pude jurar que estava apaixonado.

domingo, 6 de agosto de 2017

Ei, moça, não se esqueça que você é flor.

Olha só, a vida tá passando. É isso mesmo… Eu sei que não adianta falar todos aqueles clichês, talvez ele nunca se dê conta do quanto perdeu, essa é a mais dura realidade. Tem coisas, moça, que não são para ser, ou até são, mas em um outro momento, em outra ocasião.
Eu gostaria que você conseguisse enxergar a si mesma com meus olhos, eu vejo muito além do que esses olhos inchados e esse bafo de cerveja depois de um longa noite fingindo estar feliz e chorando sozinha no travesseiro. Mas amor-próprio é algo que se conquista com paciência, muitas noites mal dormidas e muita força de vontade.
Sei que é difícil, sei que tem momentos que a dor é tão grande que invade todo o nosso corpo, e parece que o peito vai explodir, parece que a vida não tem sentido, mas moça, a vida tem a cor que a gente pinta, e convenhamos… Já passou da hora de você tirar esse preto dai. Que tal colocar amarelo? A cor dos cachos do seu cabelo, a cor do sol, a cor da riqueza… E quando me refiro a riqueza, não estou falando de dinheiro, mas sim da riqueza de momentos especiais, da riqueza de pessoas que trás luz e paz para nossa alma, a riqueza que não tem valor, aquela que conquistamos dia após dia, a riqueza de estar com pessoas que vão te ajudar a levantar quando você cair, que vão lutar ao seu lado quando você estiver cansada, a riqueza de pessoas que não vão embora. Gente que permanece na dor e na alegria, gente que valha a pena, que valha a tentativa de seguir em frente. Gente que irradia beleza interior… e se você não gostar de amarelo, tudo bem! Que tal rosa? A cor das duas bochechas quando está tímida. A cor do amor… Só tira esse preto dai, porque ele definitivamente não combina com você.
Levante, se olhe no espelho e se ame. Ame a mulher forte que você é, ame o coração grandioso que você tem, ame e valorize a personalidade forte e verdadeira que exala de você, ame o seu sorriso de menina travessa, ame o seu olhar de mulher fatal, ame o fato de que quando você sorri seus olhos ficam tão pequenos que quase parecem sumir naquela imensidão de bochechas rosadas, ame a sua dor, mas não deixe que ela consuma você.
Moça, não deixe que sua dor se torne você!
Não deixe que ela apague toda essa luz que vem de você. Não deixe que ela seja tudo aquilo que as pessoas conseguem ver. Se orgulhe, de ser alguém nesse mundo de pessoas frias e robóticas, nesse mundo de relacionamentos superficiais, unilaterais e que sobrevivem através de likes, se orgulhe de ser alguém que consegue sentir. Se orgulhe de ser alguém que lamenta, se arrepende, faz bobeira por medo, faz bobeira por coragem, faz bobeira por fazer… se orgulhe por conseguir ouvir seu coração bater, ainda que acelerado, machucado, baqueado, detonado… Mas batendo e batendo. Se orgulhe de mesmo com o coração quebrado você conseguir mostrar e oferecer o melhor que você pode e consegue ser.
Talvez ele não volte. Talvez ele nunca mais volte. Talvez ele simplesmente siga, e você merece seguir também. Você merece alguém que te mereça. Alguém que te faça entender porque tudo deu errado agora, e que te faça agradecer por ter sido assim. Alguém que tenha o prazer de te conquistar todos os dias, sem preguiça, sem monotonia, sem rotina. E que não canse de te lembrar o quanto você é linda ainda que esteja parecendo um filhote de panda. Alguém que ouça suas reclamações e cale sua boca com beijos que te faça perder o fôlego. E que te beije. Que te beije muito. A vida é bem mais leve com beijos de presente. Alguém que te escute, e mesmo que não te entenda tente compreender seu lado. Alguém que só reclame de você quando você estiver longe dos braços e abraços que ele pode oferecer. Alguém que te acolha, que consiga desfazer sua cara amarrada, acabar com sua pose de durona, e que fique... Que fique ao seu lado mesmo quando você não estiver em um dia bom, que fique ao seu lado mesmo quando as coisas ficarem difíceis, que fique ao seu lado mesmo quando você não quiser que ele fique, que fique ao seu lado quando você achar que ninguém está, que fique ao seu lado e te ame mesmo quando você não merecer, e que te ensine que o amor é muito além das migalhas que você estava acostumada a receber. Alguém que talvez você ate já conheça, mas que precise de tempo para aprender que você é uma daquelas pessoas raras que a gente encontra na vida e que por ser tão preciosa merece ser cuidada e amada todos os dias, e quando ele se der conta disso, que ele apareça. Que ele te encontre, te reencontre. Invente, se reinvente. Te ame, reame e se sinta sortudo por estar com você.
Talvez ele demore… e enquanto isso, moça, siga aquele velho conselho: levante a cabeça e ofereça o seu melhor, faça da sua dor raiz e regue com amor que logo ela será flor e eu nem preciso dizer que você não nasceu para ser um mero galho, você nasceu para ser flor e flor é o que você é, mesmo que agora você só consiga enxergar galhos finos e espinhos.
E ah… Antes que eu me esqueça: “E que o verão no seu sorriso nunca acabe!”


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Autor Freelancer


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Eu vendo os meus textos mais criativos. Os textos técnicos e todo o meu direito autoral. Eu vendo a minha criatividade e o meu tempo livre. 
Os meus pensamentos vez ou outra entre as minhas melhores ideias sussurram que sentem vergonha de mim. 
Eu recebo por isso, alta produção é alta quantia no meu extrato bancário.
Na verdade, você não estaria errado se por um acaso me dissesse que estou perdendo com isso. Estou dando a única coisa que tenho e que é real para mim. 
Acha que eu me importo com o dinheiro? Acha que me importo com algo que será substituído daqui alguns anos por apenas cartões de plásticos e transições bancárias? Acha que me importo com números? Acha que eu ligo mesmo para essa baboseira? Em que lugar estamos? Fazendinha feliz no orkut?
Tenho certeza que você acha muita coisa, mas não sabe de nada.
É para pessoas como você que eu vendo meus devaneios, para pessoas limitadas que se prendem ao que acham que é real. Nada disso é real, tudo que vê, tudo que toca é apenas objeto de venda.
Então eu não vendo o que amo para possuir o que odeio. 
Eu vendo os meus sonhos, para que com o dinheiro eu compre a minha liberdade.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Monocromáticos

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"Querido,
Isso é ridículo eu sei, mas você e eu somos ridículos.
Eu não tenho noção de como dizer nesta carta tudo que quero dizer há tanto tempo, então me perdoe se soar ruim ou rude, egoísta ou coisa assim, eu apenas pela primeira vez não sei usar as palavras da forma certa.
Lembra como nos conhecemos? 
Se a resposta for negativa, deixe-me refrescar sua memória, no fim espero que cada palavra se encaixe em um sentido lógico.
Eu fui a uma festa com uns amigos, não estava exatamente em um bom dia, então me entreguei de corpo e alma  naquele bar.
Por mais que eu bebesse era incrível como eu nem ao menos ficava tonta, impressionante como o nosso corpo se acostuma com o álcool e não se acostuma com a solidão, o porquê de tanta solidão? Longa história.
Era nessa longa história que eu pensava enquanto passavam vários caras ao meu lado me propondo mais bebida, como se bebida fosse sinal de beijo na boca e sexo na certa, para todos eu disse "não", repetidamente naquela noite eu disse essa mesma palavra nos mais variados tons.
Depois de muitas tentativas de ficar alcoolizada sem sucesso, você se sentou ao meu lado e eu me lembro claramente de suas palavras "Onde pensa que vai com tanta bebida?", eu te olhei e repeti o meu "não", mas então quando me virei para o bartender eu reparei que o meu "não" havia sido jogado fora, direto para a boca de lixo, afinal ele não fez o mínimo sentido.
Olhei para você e vi as luzes roxas, vermelhas, verdes e azuis colorirem o seu rosto rosado, seus olhos castanhos me encaravam como se quisesse encontrar algo em mim, algo que nem eu sabia onde estava, reparei no seu piercing de argola perfeitamente posicionado no seu nariz, e não pude deixar de reparar nos seus lábios entre abertos, meus olhos desceram então para as tatuagens que rodeavam o seu pescoço, sendo uma mais misteriosa que a outra, não pude ver onde acabavam por conta da roupa, mas depois da jaqueta de couro preto eu pude ver nos seus pulsos um pouco mais delas.
"Pretendo ir arrastada para casa" eu disse num tom seco, levantei o copo para mais uma e você mandou o bartender voltar. Aquela dose poderia de fato ter me levado a loucura, mas isso eu nunca saberei, nunca tive a oportunidade de saber qual era o seu gosto, pois nunca deixou eu bebe-la.
Perguntou sobre o porquê de eu não querer estar com os meus amigos e do motivo pelo qual eu estava me procurando no fundo de uma garrafa vazia, mas nem eu sabia.
"Tudo bem, eu sempre me procuro no fundo de uma caixa de cigarros" confessou, e então depois disso eu comecei a me procurar lá também.
Foi assim, assim que você me fez sua amiga, dois estranhos se procurando em locais que claramente nunca estaríamos, foi exatamente assim que nos afundamos em álcool e cigarros, descemos ao inferno juntos, nós vivíamos cambaleando pela calçada, rindo de um tropeço, e quando finalmente decidíamos fumar o ultimo cigarro nos lembrávamos de como nos sentíamos sozinhos, apesar de termos um ao outro.
Estas coisas aconteceram até o momento em que percebemos que não precisávamos de nada além de nós mesmos, então nos reerguemos, ainda sim juntos.
Eu senti varias vezes que você quis desistir, quis viver em um mundo de tortura, mas você sabia que se desistisse eu desistia, que se caísse o tombo doeria em mim, então as vezes acredito que parte da nossa felicidade foi criada por que pensou na sua amiga aqui.
Desta maneira você me deu a mão pela primeira e segunda vez. Na primeira você me derrubou, mas com você, nunca mais estive sozinha, e na segunda me levantou e eu continuava acompanhada.
Fomos com certeza a dupla de amigos mais sincera que perambulou por todas aquelas ruas paulistas, saímos, bebíamos socialmente, assim como fumávamos, mas era diferente, não era mais uma vida cheia de álcool e nicotina, era uma vida cheia de álcool, nicotina e principalmente felicidade.
Eu costumava te ajudar com as garotas e você me ajudava com os homens, quando nos cansávamos deles então nos achávamos e passávamos o resto da noite juntos, dançando um com outro, contando coisas e pegando um táxi, até que eu dormia em seu ombro e acordava na minha cama, sem você.
Você me contou a história de cada uma de suas tatuagens, e elas tem mais histórias do que eu poderia imaginar, um mundo de segredos estampado em sua pele, você passou para mim um mundo preto e branco, apesar de você fisicamente ser tão colorido, sua alma era monocromática, e em qualquer outro homem eu acharia isso ruim, mas em você não, o preto e branco nunca combinou tanto com alguém como combinou com você.
Confesso que desejei estar nesse mundo muitas vezes.
A esta altura do campeonato se passaram quase dois anos, você começou a namorar uma garota tão como você, e eu um cara tão como alguém por ai que se encaixe perfeitamente com ele, mesmo assim saíamos, e quando a sua garota se cansava e eu cansava do meu garoto nos encontrávamos e dançávamos juntos.
Durou pouco esse ritmo, nada mais era como antes, eu não te contava os meus segredos e você também não compartilhava os seus comigo, eu deixei de usar a sua jaqueta na volta das festas e nunca mais dormi no seu ombro, assim como nunca mais fiquei surpresa por acordar sem você, querido amigo, a gente se afastou com o tempo, e é claro que eu imaginava que isso iria acontecer.
Foi quando decidi fazer então a minha primeira tatuagem colorida, para uma alma que desejava ser preta e branca, um lobo azul, motivo? Segredo.
Demorei para achar o desenho perfeito, e quando achei eu fui direto a um tatuador, no caminho você me ligou com um papinho de "Oi, tudo bem? E ai? Quanto tempo!", eu disse que estava indo ao tatuador, e quando eu entrei no estúdio você já estava lá e segurou a minha mão pela terceira vez.
E como descrever aquilo? 
Você ergueu a cabeça e me olhava pelo canto dos olhos, segurava a minha mão como se tivesse estado lá o tempo todo, como se fosse incapaz de me deixar, eu tremia, mas tenho certeza que não era dor, era por que há muito tempo você não esteve tão próximo. Quando fechei meus olhos não foi por causa da tatuagem, foi para tentar eternizar a sua mão na minha, para sentir o meu coração bater mais forte, foi para desejar que você também quisesse o mesmo, mas não poderia ignorar o fato de que ambos éramos comprometidos, ambos éramos amigos e que eu não deveria estar pensando nada daquilo. Virei o meu rosto para onde você não estava e soltei a minha mão da sua, disse que estava bem, é claro que menti.
Acontece que seu rosto preto e branco não saia da minha mente, meu namoro foi por água abaixo, e eu acho que você esteve tão preocupado com a sua amiga de coração partido que o seu não teve um final diferente.
Éramos novamente aqueles dois que se procuravam em locais que nunca estaríamos.
Você nunca me perguntou o porquê de um lobo, cada tatuagem tem o seu segredo, e aqui esta a resposta para a pergunta que você nunca fez, lobos podem viver em locais inabitáveis, perigosos, e este local para mim é dentro de nós mesmos, quando estamos tão sozinhos que até nós nos tornamos fantasmas, incapacitados de fazer algo para nos salvar, eu era um lobo em uma terra perigosa.
Assim que eu me sinto tão sem você, quer dizer, nunca mais foi embora, mas nunca mais esteve com a mão na minha, talvez quando ambos os relacionamentos tiveram seu fim você tenha pensado em me dar a mão e quem sabe um abraço, ao invés disso me deu um cigarro, eu senti paz por estar fumando ao seu lado, brincamos com a fumaça, e nos preenchemos com o vazio um do outro, temporariamente, pois quando amanheceu partimos.
Será que me culpava pelo seu desastre no relacionamento e por isso não foi mais o mesmo?
Quer dizer, você tem seus picos de alegria, mas sorrisos bonitos nem sempre são reais.
Claro super clichê eu me apaixonar pelo meu melhor amigo, pelo cara que sempre esteve lá, e talvez seja por isso que te amo tanto, você esteve lá, seja com um cigarro ou com as mãos nas minhas.
Se nunca sentiu o que senti com as mãos dadas, então talvez nunca tenha sentido nem ao menos a força da nossa amizade.
Eu sinto muito se eu confundi as coisas, e admito que estou muito confusa, mas algo em mim queria que fossemos confusos juntos, e se você ler isso e bem, não se identificar, ou então não sentir o mesmo, ignore, esta carta não é para você.

Ass.: Uma amiga."

Peguei a carta que havia acabado de escrever, dobrei e guardei no bolso.
Ele deveria estar para chegar, quando chegou eu abri a porta e você vestido de preto com um cigarro na boca me ergueu em um abraço e disse que tinha novidades, me colocou no chão e me ajudou a arrumar a minha roupa.
"Uma nova garota" disse, ele acreditava que ela era a certa, pois assim como ele era tatuada, com cigarros contínuos, piercing, com um sorriso falso e o principal, tão preta e branca quanto ele. Ele disse muito mais, porém eu só via a boca dele abrir e fechar, e só podia ouvir o meu coração desejar sessar cada batimento, parar de bombear sangue e parar de bombear vida.
A sensação de todas as vezes que o laço de nossas mãos foram desfeitos voltou, como se as borboletas na barriga saíssem pela boca, como se o coração fosse esmagado e eu sorri assim como ele sorriu para mim por meses, de maneira falsa, quando pensei que eu não aguentaria a dor e choraria ali mesmo eu disse que iria pegar uma blusa, afinal a dele esquentaria outra pessoa a partir de agora.
Virei as costas e fui até meu quarto, respirei fundo e peguei a jaqueta, fiquei tão perdida que até me esqueci da carta, deveria tê-la escondido, mas nem lembrava que ela estava no meu bolso.
Pensei em dezenas de milhares de desculpas para não sair com ele, pois todos momentos que viveria naquela noite seria com o sentimento de despedida, mas ao invés disso, com o que talvez fosse quinze ou vinte minutos voltei para a porta.
Ele estava me olhando como da primeira vez no bar, junto com o dia que eu me tatuei e misturado com o vazio do olhar após o termino.
"Pronto", provavelmente eu tinha a voz fraca, e quando fechei a porta e me virei novamente para ele, não tive tempo para pensar e nem para olhá-lo, seus lábios foram de encontro aos meus, de inicio como um susto, de forma brusca, me segurando pelo rosto com as duas mãos, senti uma folha encostar no meu rosto e por um segundinho abri o olho para ver o que era, era a carta, que provavelmente teria caído do meu bolso.
O beijo foi ficando leve e eu podia sentir tudo que senti por anos voltar em um beijo, meu coração quase não cabia no peito e minha respiração estava incontrolável, quando seus dedos me tocavam, a minha pele adormecia e o meu lobo finalmente poderia descansar.
Ele me soltou, olhou-me nos olhos e sorriu como eu nunca vi, talvez eu tenha visto um pouco de cor  escapar naquele beijo e se não vi em seu beijo vi em suas palavras:
"A garota que eu disse, eu acreditava ser a certa, você eu sempre tive certeza".

terça-feira, 4 de julho de 2017

Mariposas

Gosto de imaginar os meus pais como grandes mariposas, que nos dão a chance de viver e um dia nos deixam sozinhos na esperança de que sobreviveremos.
Posso dizer que somos uma pequena larva que adquiri conhecimento exagerado, e estes tem a função de fazer de nós grandes e incríveis.
Tenhamos então a nossa volta, acima de nós e abaixo de nós uma bela folha verde, regada com boa água, para que assim possamos nos alimentar e crescer, desejo que nenhum de nós encontremos veneno, que nenhum de nós seja amaldiçoado, desejo que todos sejamos um dia seres evoluídos.
Me perdoe se enfatizei este pequeno animal, que a muitos desagrada, mas ele é um dos mais sábios exemplos da evolução e do tempo, pois se tudo der certo, um dia, um grande dia estará por vim.
Este tempo de gloria tardará a chegar, mas quando chegar, a luta terá valido a pena, o medo de errar terá ido embora, pois nem ao menos o medo te segurou, e se tudo der certo você vai bater as asas e vai sentir o vento, vai sentir uma emoção indescritível, você vai pensar do por que de aquele momento ter demorado tanto, vai se sentir único.
E quando tiver passado um curto pedaço de tempo, você repousará e tudo terá chegado ao fim. O motivo que te levará o fim é uma variante incalculável, seja pela emoção, por um pequeno erro ou até mesmo pelo tempo.
Assim é a vida, lutamos a vida toda por um sonho, quando ele se realiza é lendário e dependendo do tempo necessário dura pouco, é um ponto em toda uma linha do tempo. Assim é com a mariposa, vive para que um dia bata as asas, e quando bate ela sabe que aqueles são os seus últimos momentos.
E apesar de morrer, valeu a pena ela ter batido as asas.
Sonhos levam tempo, dedicação, escolhas difíceis, nos levam a caminhos obscuros e perigosos, se tivermos a bênção de realizá-los e bater as asas, apesar de ter demorado tanto e ter vivido aquilo por um curto pedaço de tempo, valeu a pena ter vivido.
Mas se você for um encostado, medroso, ou qualquer coisa que te deixe em completa inércia, nunca sentirá o prazer de ter feito a diferença.
Seja uma mariposa.

domingo, 25 de junho de 2017

Se eu não estiver mais aqui

Se em algum momento a gente se perder, seja por culpa do mundo ou por culpa minha (já que tenho mania de afastar as pessoas que amo de mim), se você olhar para o lado e não me encontrar, se rolar na cama e não sentir meu cheiro... Feche os olhos, respire fundo, e lembre-se desse momento, o momento em que te fiz infinito na minha vida e no meu coração. O momento em que meu corpo se encaixou perfeitamente ao seu, como um ímã que me atraía constantemente para junto de você.
Lembre-se desse meu olhar, apaixonado e bobo. O olhar de alguém que imaginou uma vida de momentos iguais a esse ao seu lado, o olhar de quem estava completamente apaixonada desde o momento que coloquei os olhos em você no bar naquela quarta-feira.
E aí, se neste momento você sorrir, lembre- se das tantas vezes em que sorri para você e junto com você, e das piadas sem graça que eu te contava enquanto estávamos pendurados ao telefone, e das gargalhadas altas que eu dava das suas histórias engraçadas da puberdade.
Mas sobretudo, amor, me prometa que nunca se esquecerá de nós. Lembre-se, que seja por um minuto, por um momento ou por uma vida. E se a saudade bater, saiba que você ainda é infinito em mim.
Uma vez você me disse que a vida é feita de pequenos momentos importantes. E se a vida é um turbilhão destes momentos, que eu creio que realmente seja, eu espero que você saiba que eu vou estar arrependida, onde quer que eu esteja, se eu não aproveitar ao máximo esse presente que a vida está nos dando agora, o presente de estarmos juntos.
Encosta sua cabeça aqui, me conte outra história, sorria e durma, nunca se esqueça que eu vou estar aqui, mesmo quando eu não estiver, eu vou estar.